O silêncio premeditado em torno do livro "A privataria tucana" vai aos poucos sendo desfeito. A Record é um dos raros meios de comunicação pertencentes ao complexo chamado grande mídia. A seguir reportagem da Record News.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Silêncio em torno de livro de Amaury Jr. começa a ser quebrado
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Jornalista fala sobre "A privataria tucana"
Quem é vivo sempre aparece!!! E que delícia voltar ao blog para saborear um assunto desses. Então, veja aí abaixo entrevista do jornalista Paulo Henrique Amorim com o também jornalista Amaury Ribeiro Jr, sobre o livro "A privataria tucana". O silêncio da grande mídia ainda constrange mas, aos poucos, vai sendo quebrado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Fenda social
Na vida as coisas são assim: uma ação desencadeia uma reação. O jornalista Gilberto Dimenstein postou mensagem em seu blog, veiculado na Folha de S. Paulo online, para dizer ter sentido "enjoo" e vergonha de uma "minoria" que desdenhou ao saber do tumor detectado na laringe do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Segundo ele, foi "uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano" a congestionar sua caixa de mensagens. Sugestões de mau gosto a apontar, por exemplo, para tratamento em hospital público em vez de particular e por aí vai.
O prezado profissional da imprensa, entretanto, esqueceu-se de tocar numa ferida ainda aberta e que continua a sangrar graças, em grande parte, à atitude de seu próprio jornal. Ainda permanece fresco na memória do brasileiro a baixaria que tomou conta da campanha para presidente da República, no ano passado. Parte considerável da chamada grande mídia - Folha de S. Paulo, Veja, Estadão e Globo - formou espécie de cartel para evitar, de maneira drástica, que o então presidente Lula fizesse o sucessor. Uma das artimanhas usadas foi justamente o conflito de classes, de tal modo a estigmatizar o eleitor da candidata Dilma Rousseff como despreparado.
O ápice dessa catarse midiática ocorreu depois do resultado do 2º turno, quando ficou claro o apoio maciço dos brasileiros ao governo Lula, embora o candidato tucano José Serra tivesse usufruído da preferência abjeta de setores ultraconservadores da sociedade e de fatia da população que se autoconsiderava esclarecida, tudo com estímulo de influentes veículos de comunicação. Uma acadêmica de Direito twitou ofensas a nordestinos, na opinião dela culpados pela vitória da atual presidente. No encalço da universitária, muitos outros twitaram ameaças, inclusive contra a vida de Dilma Rousseff.
Mas Dimenstein pode ficar despreocupado. O perfil dos "e-leitores" da versão virtual de jornais do tipo da Folha corresponde exatamente ao da linha editorial ali adotada, ou seja, conservador e que se acha bem nutrido intelectualmente, a exemplo do que a própria Folha alardeou não faz muito sobre os consumidores de seus bens culturais. Portanto, a atitude de descaso não surpreende tanto assim. Uma característica da internet, diga-se de passagem, é oferecer ao usuário a oportunidade de só ler ou "visitar" o que lhe convém e, assim, estancar a capacidade de crítica. Um prato cheio para Folha, Veja, Estadão e Globo, que, a bel prazer, blindam políticos fabricados ideologicamente para defender interesses da classe dominante e achincalham sem dó nem piedade aqueles que, discípulos do operário que ousou ir contra o "status quo" e se transformou numa das grandes personalidades do Brasil e do mundo, tentam levar adiante projeto que valoriza a dignidade humana, apesar das dificuldades e intempéries.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A mídia covarde
Hoje, mais do que nunca, o Brasil precisa respaldar o projeto de regulação da mídia. Não se trata de censura, mas de estabelecer parâmetros visando à democracia no setor. Não se pode aceitar o comportamento mesquinho e achincalhado dos grandes grupos que concentram os meios de comunicação nas mãos. Acham-se no direito de intervir no governo, vangloriam-se de derrubar ministros ao mesmo tempo em que blindam seus protegidos sem qualquer pudor.
O objetivo é eleger o próximo presidente da República. A sorte é que a oposição carece de líderes carismáticos que realmente tenham empatia com o povo. No fundo, esses políticos ultraconservadores perderam-se no tempo com um discurso empoeirado que nada oferece ao brasileiro trabalhador e honesto. Levantam bandeiras toscas, recheadas de hipocrisia. São pálidos e desidratados.
Felizmente, a população há muito deixou de ser refém dessa mídia covarde. A prova foram as últimas eleições. Por mais que Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, Globo e Veja, principalmente, tentassem sabotar a democracia com manchetes sob medida para uso do candidato derrotado, o tucano José Serra, os brasileiros preferiram apostar na candidata do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Escolheram certo, pois, apesar de todo esse fogo cruzado, que se esquece de também chamuscar as gestões tucanas, igualmente ou mais enlameadas, a atual mandatária do país dá mostras de firmeza e serenidade.
Resposta do Ministério dos Esportes
Do Blog de Luiz Nassif - 26/10/2011 às 17h25 - Resposta ao jornal O Estado de S. Paulo (26.10) A manchete do jornal O Estado de S. Paulo: “STF abre investigação sobre Orlando” não se sustenta em despacho da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármem Lúcia, que acatou dia 25.10 três de sete diligências requeridas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Essas, reproduzidas no próprio jornal, são de expedição de ofícios: ao STJ solicitando autos de inquérito, que não cita o ministro; à CGU e ao TCU sobre procedimentos relativos a desvio de recursos do programa Segundo Tempo (originados a partir de providências do Ministério do Esporte); e, ao Ministério do Esporte, sobre procedimentos adotados em relação a convênios com a Federação Brasiliense de Kung Fu, Associação João Dias de Kung Fu, Instituto Contato e ONG Bola Pra Frente, além de prestações de contas desses convênios e relação dos demais celebrados no âmbito do Segundo Tempo.
O pedido do procurador se deu após ofício do próprio ministro Orlando Silva, que, em 17.10, pediu investigação de denúncias que envolveram seu nome. No despacho, a ministra do STF observa que, “cumpridas as diligências”, caberá ao procurador especificar entre as demais não deferidas quais persistem.
Quanto à matéria “ONGs beneficiam familiares de Orlando”, o Ministério esclarece que a Pasta celebrou apenas um único convênio com a entidade sem fim lucrativos Via BR, celebrado com o objetivo de organizar a III Conferência Nacional do Esporte, realizada em junho de 2010.
Ascom – Ministério do Esporte
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26/10/2011 às 16h58 - Resposta ao jornal Folha de S. Paulo (26.10)
Sobre a reportagem do dia 26.10, “STF determina devassa em convênios e crise no Esporte piora”, o Ministério do Esporte esclarece:
A reportagem erra ao afirmar que o STF determinou “devassa nos convênios e programas do Ministério do Esporte”. O despacho da ministra Cármen Lúcia, do STF, deferiu três das sete diligências requeridas pelo Procurador Geral da República, e apenas uma delas dirigida ao Ministério do Esporte, para que este forneça cópia integral dos procedimentos relativos a convênios celebrados com quatro entidades, inclusive prestação de contas, e uma relação dos convênios celebrados no âmbito do Programa Segundo Tempo, com informações sobre cada um deles. Nem há devassa, nem o pedido de informações se refere aos programas e convênios no geral, e sim aos convênios do Programa Segundo Tempo.
Ainda na capa, a matéria afirma que o ministro é acusado pelo PM João Dias de comandar esquema de corrupção. Cabe lembrar, mais uma vez, a falta de provas, já admitida pelo próprio acusador, segundo reproduziu a própria Folha, em sua edição de 25.10: “O policial militar João Dias Ferreira, delator de um suposto esquema de desvio de verbas no Ministério do Esporte, voltou à Polícia Federal para entregar gravações de reuniões com a cúpula da pasta. Ele afirmou, porém, que o ministro Orlando Silva não aparece nos áudios.”
Ascom – Ministério do Esporte
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26/10/2011 às 16h50 - Resposta ao jornal O Globo - 2 (26.10)
A matéria “Motorista diz ter sido ameaçado duas vezes”, publicada hoje (26.10) pelo jornal O Globo, na página 3, abre espaço para declarações inverossímeis do Sr. Célio Soares, funcionário do Sr. João Dias, que, até hoje, passados 12 dias da primeira declaração fantasiosa à imprensa, não apresentou qualquer prova que dê sustentação às suas falsas denúncias.
Para repor a verdade, o Ministério do Esporte reafirma:
1 – O ministro Orlando Silva não conhece o Sr. Célio Soares, jamais esteve com ele;
2 – Foi iniciativa do próprio ministro do Esporte, Orlando Silva, instaurar a Tomada de Contas Especial nos dois convênios do Sr. João Dias com a instituição, o que resultou no processo que o obriga a devolver cerca de R$ 4 milhões aos cofres públicos;
3 – O editorial do próprio jornal “O Globo” de ontem (25.10) reconhece que “o exótico PM João Dias, ex-militante do PCdoB, atirou contra o ministro, alega, por não receber ajuda num processo de cobrança de dinheiro por ele desviado”;
4 – O Sr. Célio Soares, bem como seu empregador, o PM João Dias, já mudaram várias vezes suas versões sobre esta farsa, mantida nas páginas dos jornais sem qualquer prova que lhes dê sustentação.
O único fato até agora incontestável é que não foi apresentada nenhuma prova contra o ministro do Esporte, Orlando Silva.
Ascom – Ministério do Esporte
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26/10/2011 às 15h55 - Resposta ao jornal O Globo - 1 (26.10)
Ao encampar declarações da oposição classificando o ministro Orlando Silva como “ministro ficha suja”, em sua edição de 26 de outubro, o jornal “O Globo” confere veracidade a um achincalhe que não encontra respaldo na lei.
A Lei Complementar nº 64/1990 considera ficha suja aqueles que “forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento de pena”.
O ministro Orlando Silva, ao contrário de seu acusador, João Dias, não é réu em nenhum processo e não tem nenhuma pendência com a Justiça.
Ascom – Ministério do Esporte
domingo, 16 de outubro de 2011
Corrupção e honestidade
É o seguinte. Acabo de ler na Folha de S. Paulo online sobre matéria veiculada no jornal espanhol El País que alerta a presidente Dilma Rousseff para que combata a corrupção. Uma advertência ridícula, porque todo mundo sabe da necessidade, inclusive de estados e municípios, de se lutar contra esse mal endêmico, presente em todas as esferas de poder.
Só falta a reportagem ser assinada pelo correspondente Juan Arias, um jornalistazinho de meia pataca ao que parece laranja das organizações Globo em uma campanha (sic) insossa e tendenciosa contra a corrupção. A única meta é alavancar candidatura do PSDB para 2014. Faltam à oposição, entretanto, líderes carismáticos e com competência suficiente para gerir o Brasil.
O que sobra nos partidos de oposição é ambição desmedida para chegar ao topo do poder. E a história recente do Brasil recorda exemplos tristes. O maior deles o do ex-presidente Fernando Collor de Melo, um aventureiro, "caçador de marajás", playboy, filhinho de papai, que acabou escorraçado pelo impeachment.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Cruzeiro do meu coração!
Pois é! E o Cruzeiro periga cair para a segundona. Mas enquanto há vida, há esperança! Vamos acreditar, pessoal! O Cruzeiro é time de ponta. Apenas foi vítima de má administração. Agora inacreditável vai ser jogar com o Atlético na última rodada e depender disso para permanecer na elite do futebol.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Vale envolvida em esquema de grilagem de terras públicas no Norte de Minas
A corrupção no Brasil é algo endêmico. Está presente em todas as esferas de poder. A parte honesta da imprensa de Minas reconhece e divulga que esquema de grilagem de terras públicas, sobretudo no Norte de Minas, que envolveria o montante nada desprezível de R$ 200 milhões, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público, era chefiado pelo secretário de estado de Regularização Fundiária, Manoel Costa.
O mais grave é que Costa estaria de conluio com a Vale, empresa do ramo de mineração privatizada de forma altamente suspeita no governo Fernando Henrique Cardoso. A cada ano, diga-se de passagem, tornou-se lugar comum na grande imprensa alardear os lucros exorbitantes da Vale, uma maneira de justificar as nebulosas negociações que culminaram com a venda do gigante estatal.
Agora se sabe de onde vêm tais lucros.
Dois pesos e duas medidas no combate à corrupção
Faz tempo que o blog ironiza a repentina e singular preocupação da oposição com a corrupção no Brasil. Com apoio inconteste das Organizações Globo, os caciques de partidos ultraconservadores cujos representantes há décadas sem fim usufruem do poder, seja no Executivo, Legislativo e mesmo no Judiciário - e portanto têm corresponsabilidade nos desmandos verificados no período - começaram a cantar a pedra da honestidade, após a queda de quatro ministros do governo Dilma Rousseff, acusados de mau uso da coisa pública.
Ora, a chefe da nação procurou atuar da melhor forma, aliás a única imbuída de honra em tais casos, ao afastar sumariamente os suspeitos, sem abrir espaço para a hipótese de conivência. Mas para PSDB, DEM, PFL e afins isso de nada valeu. Pois a atitude sóbria de Dilma Rousseff, eleita com as bênçãos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fantasma que, durante oito anos ininterruptos, assombrou os representantes do atraso político no país, denota a vontade de agir correto, de respeitar os milhões de cidadãos que nela depositaram confiança, apesar de sua falta de experiência política. O que equivale a ganhar pontos e, de quebra, reduzir as chances de a oposição retornar à Presidência da República, em 2014. De fato, os últimos levantamentos apontam a aprovação dos brasileiros à gestão Dilma.
Os Marinho, então, decidiram vir à carga. Tentam de todas as maneiras levantar a bandeira da indignação, até por meio de um desconhecido correspondente espanhol do El País. O jornalista escreveu artigos que demonstram sua incredulidade no que se refere à passividade do cidadão brasileiro quanto à corrupção no governo federal. Analista fajuto, só entram em sua observação os últimos oito anos, como se a falta de caráter e ética na política tivesse ali surgido. Esquece-se que, em termos de Brasil, a corrupção e por conseguinte a opressão aos fracos - do fato é testemunha o aclamado educador Paulo Freire - existem desde o descobrimento, no século XVI.
Daí que os meios de comunicação Globo deram pouca importância à presença de Dilma Rousseff na assembleia das Organizações das Nações Unidas, em Nova York. A propósito, a primeira mulher na história a abrir o importantíssimo evento. E à declarada e inusitada posição de apoiar a causa palestina. Algo impensável em passado recente, quando o Brasil não passava de vassalo dos Estados Unidos e de sua política externa, notadamente favorável a Israel.
Pois bem! Voltando ao pitoresco assunto da corrupção, até por questão de justiça o blog advoga a realização de uma devassa não só na esfera federal, mas também nas estadual e municipal para investigar a quantas anda a administração pública no país. Sim, porque a olhar para a Globo, apenas em Brasília existe corrupção.
Ah! Só a título de exemplo, a Polícia Federal desancadeou ontem, 20 de setembro, a Operação Grilo. O objetivo é desarticular organização criminosa responsável por grilagem de terras públicas especialmente no Norte de Minas. Entre os envolvidos no escândalo estão o secretário de Estado de Regularização Fundiária, Manoel Costa, e membros da diretoria do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais. O grupo foi exonerado, ontem, pelo governador Antônio Anastasia, do PSDB. Não precisa ser expert da PF para notar que o esquema é mais pernicioso do que se possa imaginar. Que tal a Rede Globo desenvolver campanha para sanear o estado de Minas?
Ironias à parte, vale dizer que Anastasia, a exemplo da presidente Dilma Rousseff, agiu certo, não pestanejou para demitir os suspeitos. Infelizmente, parte da grande mídia tem dois pesos e duas medidas na hora de noticiar irregularidades públicas.
domingo, 18 de setembro de 2011
Honestidade no combate à corrupção
Enquanto a presidente Dilma Rousseff participa de sessão histórica da Organização das Nações Unidas, para dar apoio à causa palestina, e aparece na capa da revista Newsweek, que conta a história de seu governo e de sua vida pessoal, O Globo online junta depoimentos de personalidades (?) sobre a corrupção no Brasil.
Mais. O grupo dos Marinho incentiva a sociedade a se mobilizar contra as intempéries que já derrubaram quatro ministros, em Brasília. O meio de comunicação virtual volta a citar artigo do jornal El País, assinado por um desconhecido correspondente espanhol que se acha no direito de criticar o que chama de passividade do povo brasileiro diante da corrupção. Há pouco tempo, os Marinho tentaram plantar, com estardalhaço, mas sem o mínimo impacto, esse convite a uma espécie de levante contra o governo federal
O combate à corrupção é atitude elogiável não fosse o detalhe de que, todos sabem, as Organizações Globo fazem parte da oposição sistemática ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, claro, à candidata que o ex-operário elegeu para sucedê-lo. De forma admirável e surpreendente, pelo menos ao que parece até agora, o restante da grande mídia impressa - Folha de S. Paulo, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Veja -, notadamente favorável à eleição de um tucano à Presidência do Brasil, ainda não ecoaram os protestos globais. Numa palavra, o tal movimento, de tão ridículo, não convence nem mesmo os parceiros que lutam para que o Brasil caia de novo nas garras do PSDB.
A corrupção é um mal indigesto, abusivo que fere a dignidade do cidadão comum. Ele, que trabalha diária e honestamente para conseguir manter a família. O cidadão comum, entretanto, deixa claro que não deseja ser massa de manobra de grupos políticos defasados e sem força para convencê-lo de sua seriedade e reta intenção.
Esse mal chamado corrupção grassa a estrutura governamental nas três esferas de poder. Não é só em Brasília que há desmandos e falta de compromisso com a dignidade humana, como quer fazer crer O Globo.
Que tal se propor uma devassa geral, também nos estados e nos municípios que, igualmente, loteiam a coisa pública ao sabor das eleições? Assim, pessoas sem o menor escrúpulo ou capacidade, os conhecidos comensais, passam a ocupar cargos públicos de importância. Caso contrário, ficam dependurados em políticos. Recebem sem trabalhar. Vagueiam de um lado a outro. Acham que possuem lábia. Na verdade, pensam ser aprendizes de feiticeiro, mas alguns, graças aos céus, sequer conseguem sair do lugar. Acabam por se satisfazer com o dinheiro - superior ao que boa parte de trabalhadores honestos ganham - vindo dos impostos quitados pela população.
Daí que uma campanha contra a corrupção será de bom alvitre apenas se englobar todas as esferas de poder, sem distinção. Uma coisa é certa. A realidade é pior do que se imagina e deriva de décadas e décadas de impunidade. Diria até que remonta ao descobrimento. É isso o que falta à iniciativa de O Globo. Carece do que pretende levantar como bandeira: honestidade.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ânsia e volúpia
Tem pré-candidato à Presidência da República que está para o tudo ou nada. Como não consegue aglutinar partidos, dado à falta de rumo da oposição, vai mesmo pelas bases, nas prefeituras. Esquece-se, no entanto, que as etapas que queimar agora, três anos antes do pleito, certamente servirão de tropeço na campanha. Amadorismo puro. Ou seria ânsia e volúpia de chegar ao poder a qualquer custo?
Enquanto isso, a presidente Dilma trabalha e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva colhe os frutos semeados nos últimos oito anos. Algo muito parecido ao que ocorreu nas eleições passadas.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Vila Campesina ocupa pátio da Prefeitura de Moc
Mais de 300 manifestantes da Via Campesina da Região Norte de Minas ocuparam nesta segunda feira, dia 5 de setembro, o estacionamento do prédio central da Prefeitura de Montes Claros. Essa mobilização faz parte da jornada nacional de luta que vem ocorrendo em todo o Brasil desde o mês de agosto deste ano. Essa jornada envolve vários movimentos populares num processo de luta pelos direitos da população, reivindicam suas pautas e denunciam a morosidade dos governantes e a ganância das grandes empresas que vem explorando a região.
- Contra grandes projetos que estão sendo implementados no Norte de Minas: mineração, barragens e monoculturas de eucalipto;- implementação e defesa da reforma agrária e agricultura familiar camponesa;- titularização dos Territórios Quilombolas;- piso nacional para os professores do ensino estadual de MG;- contra a terceirização do trabalho;- contra o sucateamento dos serviços públicos;- pelo meio passe estudantil;- 10% do PIB para educação;- contra o extermínio da juventude;- contra os agrotóxicos, e em defesa da vida.
Reivindicam também da prefeitura de Montes Claros o cumprimento das promessas feitas há 3 anos no assentamento Estrela do Norte, para a implantação da infra-estrutura necessário para as famílias:
- perfuração de poço artesiano e distribuição de água para as famílias (enquanto isso não seja implantada que a água seja distribuída através de caminhão pipa);- abertura e manutenção das estradas;- transporte escolar (crianças andam a pé10 km por dia para chegar à escola);- apoio no preparo de solo para potencializar a produção de alimentos.
Programação:- Dia 05 de setembro, 14:00 hs, audiência pública na Câmara dos Vereadores sobre Mineração;- Dia 06 de setembro, 14:00 hs, audiência pública na Câmara dos Vereadores sobre Barragens;- Dia 07 de setembro, Grito dos Excluídos.
Contatos:Marili (38) 9154-5437Mateus Bento (31) 8627-4644
Fonte: Movimentos Sociais
sábado, 3 de setembro de 2011
Vale Tudo
Uma notícia hoje chamou atenção. A Folha de S. Paulo denunciou em alto e bom som que os ministros do Supremo Tribunal Federal chegaram a ameaçar a presidente Dilma Rousseff de mandado de segurança porque o governo não inseriu na peça orçamentário 2012, já enviada ao Congresso Nacional, reajuste do teto do funcionalismo público de R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil. Isso implica em aumento dos próprios ganhos da Corte. O jornal do grupo Frias também fez estardalhaço com a resposta do Planalto que, supostamente subserviente, voltara atrás e mandara a solicitação da maior instância do Poder Judiciário para o parlamento.
Esqueceu-se, porém, de mencionar o recado da presidente a deputados e senadores. Caso eles aprovem a majoração, que não se esqueçam de também providenciar a fonte de recursos a fim de suprir os gastos equivalentes de R$ 446 milhões anuais que a iniciativa acarretará, conforme noticiou o Jornal Hoje, da Rede Globo. O veículo de comunicação dos Marinho contentou-se em dizer que o ministro Cezar Peluso considerou a ausência da proposta de elevação salarial do Orçamento 2012 um "equívoco" e que guardava a certeza de que isso seria revisto.
De uma forma ou de outra, porém, fica o mal-estar, a impressão de que no Brasil vale tudo quando o assunto é dinheiro. Ao agir dessa maneira, o judiciário igualou-se à classe política no quesito dignidade. A avidez com que os magistrados defenderam os próprios salários, hoje da ordem de R$ 26,7 mil, sobrepôs vergonhosamente os interesses particulares aos interesses coletivos. Esqueceram-se que, no país, o salário mínimo não chega a R$ 600, um professor da educação básica ganha, em Minas, R$ 369 de vencimento básico e milhões de pessoas sequer conseguem fazer três refeições diárias.
Na tentativa de amenizar a situação, o ministro Luiz Fux, do STF, ponderou hoje, conforme a Folha online, que o reajuste para a categoria não é prioridade "diante do contexto internacional adverso". Frisou ainda "que o que causou desconforto foi o desrespeito aos trâmites constitucionais. Uma reação um tanto tardia. Nem tudo que é legal é moral.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Maldição que corrói a alma nacional
A corrupção infesta o país tal qual praga. Maldição que corrói as entranhas da alma nacional. É um equívoco, entretanto, julgar que a safadeza política habita somente Brasília, sede do governo federal. Indagada sobre a onda de denúncias, que já derrubou quatro de seus ministros, a presidente Dilma Rousseff foi no ponto. Disse que combater a corrupção no governo "faz parte dos ossos do ofício".
O problema começa já nas eleições, quando a coisa pública é vergonhosamente loteada como pagamento pelos apoios recebidos. O vencedor quita as chamadas dívidas de campanha assim. Indicação de fulano, beltrano ocupará determinado cargo... e por aí vai. Pouco importa se beltrano tem competência, dignidade, sinceridade ou honestidade.
A devassa que ora acontece na capital federal devia ser estendida para as instâncias estadual e municipal. Governadores e prefeitos também precisam expor o funcionamento da máquina para a sociedade. As benesses que os altos cargos usufruem, quem sabe até sem a obrigação de prestar contas. E que as descobertas, certamente escabrosas, também gerem manchetes espalhafatosas na grande imprensa.
Ainda ontem, quarta-feira, durante a Operação Alquimia, deflagrada em 17 estados e Brasília, a Polícia Federal chegou a confiscar uma ilha. Tudo para coibir a sonegação fiscal. Estimativas dão conta de que os suspeitos, a maioria empresários do setor químico, terão que devolver aos cofres públicos R$ 1 bilhão.
Cabe à população indignar-se, cobrar das autoridades atitudes que pelo menos minimizem o descalabro. E que os culpados sejam punidos.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Elvis Presley: 34 anos de saudade!!!
Hoje faz exatos 34 anos de saudade de Elvis Presley, o rei do rock n' roll. Eu me lembro bem de quando soube que o meu ídolo havia morrido. Tinha 11 anos na época. Fiquei em estado de choque. É que, apesar da pouca idade, costumava assistir aos shows dele pela Rede Globo. Ficava acordada até mais tarde, sob veemente protesto de minha mãe. Só para apreciar o homem mais lindo que já vira. De roupa branca, colarinho alto e de costeletas, ele surgia no palco, inquieto e bem humorado. Ria e dançava muito. Isso tudo alicerçado por uma bela voz - no dizer da crítica, atingira os contornos do veludo -, que me fascinava, encantava... .
Então veio a notícia. Elvis morrera. Naquele instante percebi uma realidade terrível. Até os reis um dia partem... . Mas não demorou muito para notar outra coisa. Se as celebridades também deixam este mundo, protagonizam, a seu lado, algo singular. Passam a viver no mito.
Assim foi e é Elvis Presley, que mundializou o rock. Um estilo musical até então restrito aos negros. Morreu no dia 16 de agosto de 1977, mesmo dia em que gerou o mito que sobrevive até hoje.
No vídeo abaixo, Elvis canta Suspicious Mind. Uma linda canção para recordar o rei do rock n' roll.
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